Todo novo ano, a gente se propõe a vários compromissos, promessas
e mudanças, que, muitas vezes, não dão em absolutamente em nada. Já entramos o tal
novo ano sabendo bem disso... Depois de algumas porradas na vida, resolvi fazer
diferente em 2016, resolvi dar o primeiro passo para buscar as mudanças,
cumprir os compromissos e realizar as promessas. Tive sucesso na maioria. E o
que aprendi com tudo isso?
1. Aprendi que "responsabilidade", na psicologia, significa
"casar-se com o vazio". Não que eu tenha me tornado alguém totalmente
irresponsável - um pouquinho de responsabilidade é necessária -, mas decidi que
nunca mais ficarei presa àquilo que me torna infeliz.
2. Aprendi que pessoas que me fazem mal constantemente não
precisam fazer parte da minha vida só porque possuem um papel considerado
importante como "é da família" ou "é amigo de infância".
3. Cortar essas pessoas da minha vida pode ser algo
doloroso... a princípio, mas é algo necessário para deixar minha vida mais
leve, mais feliz.
4. Não preciso me sentir culpada por cortá-las, já que elas me faziam mal.
5. Aprendi que não preciso estar presente em festas de
aniversário, formaturas, Natal (dica para hoje) ou qualquer outro
lugar que não queira para agradar o outro, se isso me deixa profundamente
infeliz.
6. Viajar me preenche mais que qualquer bem material. E daí
eu abrir mão de muitos bens para juntar dinheiro para minhas viagens.
7. Aprendi a curtir minha própria companhia. A solidão pode
ser maravilhosa.
8. Aprendi, depois de duas internações por conta de crises
renais, a não ter medo de hospital e, principalmente, a não ter medo de
médicos. É preciso me cuidar. E essa, acreditem, foi a parte mais difícil desse
aprendizado.
9. Aprendi que não é necessário ter motivação para se
conquistar algo, mas sim disciplina. E aquele primeiro passo, que citei lá no
início, é extremamente necessário.
10. Resgatar coisas que amamos na juventude faz um bem
danado. Daí eu não abrir mão de ir a um festival de rock, de ouvir aquela
musiquinha dos Smiths ou de suspirar ao ver o John Taylor, do Duran Duran.
11. Escolher em quais discussões gastar minhas forças e
energias. Não vou mais me desgastar com o quê e nem com quem não vale a pena.
12. Aprendi que opções políticas e partidárias não estragam
nenhuma relação. Mas valores, sim. Portanto, pessoas homofóbicas, racistas,
machistas, preconceituosas e intolerantes de qualquer tipo não fazem mais parte
da minha vida.
13. Gostos são construídos, sim. Foi outro aprendizado. Se
gosto, hoje, mais de vozes masculinas do que de femininas é porque a indústria
fonográfica me impôs, durante a vida, mais cantores do que cantoras, porque o
machismo sempre predominou na nossa cultura. E precisamos reverter isso. Isso
serve também para a imposição da beleza branca, loira, magra e de olhos azuis.