sábado, 24 de dezembro de 2016

Alguns poucos, mas importantes aprendizados em 2016

Todo novo ano, a gente se propõe a vários compromissos, promessas e mudanças, que, muitas vezes, não dão em absolutamente em nada. Já entramos o tal novo ano sabendo bem disso... Depois de algumas porradas na vida, resolvi fazer diferente em 2016, resolvi dar o primeiro passo para buscar as mudanças, cumprir os compromissos e realizar as promessas. Tive sucesso na maioria. E o que aprendi com tudo isso?

1. Aprendi que "responsabilidade", na psicologia, significa "casar-se com o vazio". Não que eu tenha me tornado alguém totalmente irresponsável - um pouquinho de responsabilidade é necessária -, mas decidi que nunca mais ficarei presa àquilo que me torna infeliz.

2. Aprendi que pessoas que me fazem mal constantemente não precisam fazer parte da minha vida só porque possuem um papel considerado importante como "é da família" ou "é amigo de infância".

3. Cortar essas pessoas da minha vida pode ser algo doloroso... a princípio, mas é algo necessário para deixar minha vida mais leve, mais feliz.

4. Não preciso me sentir culpada por cortá-las, já  que elas me faziam mal.

5. Aprendi que não preciso estar presente em festas de aniversário, formaturas, Natal (dica para hoje) ou qualquer outro lugar que não queira para agradar o outro, se isso me deixa profundamente infeliz.

6. Viajar me preenche mais que qualquer bem material. E daí eu abrir mão de muitos bens para juntar dinheiro para minhas viagens.

7. Aprendi a curtir minha própria companhia. A solidão pode ser maravilhosa.

8. Aprendi, depois de duas internações por conta de crises renais, a não ter medo de hospital e, principalmente, a não ter medo de médicos. É preciso me cuidar. E essa, acreditem, foi a parte mais difícil desse aprendizado.

9. Aprendi que não é necessário ter motivação para se conquistar algo, mas sim disciplina. E aquele primeiro passo, que citei lá no início, é extremamente necessário.

10. Resgatar coisas que amamos na juventude faz um bem danado. Daí eu não abrir mão de ir a um festival de rock, de ouvir aquela musiquinha dos Smiths ou de suspirar ao ver o John Taylor, do Duran Duran.

11. Escolher em quais discussões gastar minhas forças e energias. Não vou mais me desgastar com o quê e nem com quem não vale a pena.

12. Aprendi que opções políticas e partidárias não estragam nenhuma relação. Mas valores, sim. Portanto, pessoas homofóbicas, racistas, machistas, preconceituosas e intolerantes de qualquer tipo não fazem mais parte da minha vida.

13. Gostos são construídos, sim. Foi outro aprendizado. Se gosto, hoje, mais de vozes masculinas do que de femininas é porque a indústria fonográfica me impôs, durante a vida, mais cantores do que cantoras, porque o machismo sempre predominou na nossa cultura. E precisamos reverter isso. Isso serve também para a imposição da beleza branca, loira, magra e de olhos azuis.