Ontem,
fez 12 anos que meu pai morreu. E, em 12 anos, essa é a primeira vez
que digo isso: meu pai morreu. Durante todo esse tempo, uso eufemismos
como "ele se foi" ou "ele partiu" como se isso possibilitasse seu
retorno em algum momento. Uso até a palavra falecer, mas sempre me
recusei a encarar a sua morte. Eu nunca estive preparada para a morte do
meu pai. Eu nunca, desde a infância, quis viver o momento de encarar a
morte de uma das pessoas que eu mais amava na minha vida. E ainda hoje,
neste momento, mesmo anos depois, é doloroso lidar com isso.
"O tempo cura tudo" é algo que não existe. O tempo apenas te faz aprender a seguir sua vida sem aquela pessoa ao seu lado. E nem sempre é fácil. O choro, ainda hoje, vem fácil e do nada. É a saudade imensa incapaz de ser preenchida.
A gente aprende a manter alguns hábitos, alguns programas que gostava de fazer com aquela pessoa, e percebe que alguns não são mais tão bacanas assim. Acompanhar futebol, pra mim, se tornou uma missão difícil. Algo que estava presente diariamente na minha vida e que, hoje, não é mais tão bacana, pois não tenho minha principal companhia e meu melhor comentarista ao meu lado. Apenas a paixão pelo Flamengo, herdada dele, resiste.
Mas outros te dão uma alegria imensa, pois te trazem lembranças capazes de te arrancar sorrisos e risos. Voltar ao bairro onde nasci e fui criada, o Cruzeiro, aqui, em Belo Horizonte, foi uma das coisas mais difíceis que já enfrentei, pois as lembranças jorraram... e machucaram, assim, de cara. Porém, depois do impacto inicial, foi incrível andar por aquelas ruas por onde, durante 30 anos, ele caminhou; entrar na padaria onde todos os dias ele parava pra tomar seu café; passear entre as barracas do Mercado Distrital do bairro e rever pessoas que há uma década e meia, eu não via. Só no nosso prédio, ainda não tive coragem de ir. Acho que meu coração não resistiria.
E a vida segue assim, entre a saudade, o vazio, as lembranças e aquela vontade imensa de abraçar aquela pessoa, não por apenas mais uma vez, como costumam dizer, mas por diversas outras, todo dia, como a gente fazia.
"O tempo cura tudo" é algo que não existe. O tempo apenas te faz aprender a seguir sua vida sem aquela pessoa ao seu lado. E nem sempre é fácil. O choro, ainda hoje, vem fácil e do nada. É a saudade imensa incapaz de ser preenchida.
A gente aprende a manter alguns hábitos, alguns programas que gostava de fazer com aquela pessoa, e percebe que alguns não são mais tão bacanas assim. Acompanhar futebol, pra mim, se tornou uma missão difícil. Algo que estava presente diariamente na minha vida e que, hoje, não é mais tão bacana, pois não tenho minha principal companhia e meu melhor comentarista ao meu lado. Apenas a paixão pelo Flamengo, herdada dele, resiste.
Mas outros te dão uma alegria imensa, pois te trazem lembranças capazes de te arrancar sorrisos e risos. Voltar ao bairro onde nasci e fui criada, o Cruzeiro, aqui, em Belo Horizonte, foi uma das coisas mais difíceis que já enfrentei, pois as lembranças jorraram... e machucaram, assim, de cara. Porém, depois do impacto inicial, foi incrível andar por aquelas ruas por onde, durante 30 anos, ele caminhou; entrar na padaria onde todos os dias ele parava pra tomar seu café; passear entre as barracas do Mercado Distrital do bairro e rever pessoas que há uma década e meia, eu não via. Só no nosso prédio, ainda não tive coragem de ir. Acho que meu coração não resistiria.
E a vida segue assim, entre a saudade, o vazio, as lembranças e aquela vontade imensa de abraçar aquela pessoa, não por apenas mais uma vez, como costumam dizer, mas por diversas outras, todo dia, como a gente fazia.