sábado, 7 de outubro de 2017

Ritual Joca arroz integral

Fiz arroz integral com cenoura pra mim e pro Joca. Comemos. Mas não foi assim tão simples "comemos", e pronto. O Joca teve todo um ritual.

Como foi o seu primeiro arroz integral, lembrei que tinha comprado umas vasilhinhas pra deixar no pet shop durante as férias que ele passou em Caetanópolis, enquanto eu passei férias em Funilândia.

Peguei a vasilhinha de comida e coloquei o arroz pra ficar tudo bonitim. O bichim, depois de um tempo, em que a comida já estava fria, disparou a latir.

Pensei:

- Malagradicido. Num gostô.

Fui lá ver, mas num era isso. O focinho não cabia na vasilhinha. E o pessoal do pet shop de Caetanópolis me entregou o bichim sem nem me avisar:

- sua anta, comprô vasilhinha pequenininha demais da conta, sô!

Então, coloquei o arroz na vasilhinha velha messss. O bichim comeu tudim. Dorô. Quis mais. Botei mais.

Disparou a latir. Tava quente. Esfriei. Latiu mais. Tava frio demais. Esquentei. Latiu. Esfriei. Tava frio. Esquentei. Latiu, rosnou... Apelei. Deixei lá.

- Ô Joca, tenha paciência de esperar esfriar.

Ele ameaçou a virar a vasilhinha com a pata pro arroz cair no chão.

Ameacei contar até três: UM... DOIS... E ele sabe o que acontece quando chego no três. Falo o nome dele completo: JOÃO CARLOS VALADARES LANZA JÚNIOR. Ele odeia o nome completo.

Recuou, fez cara de santo e esperou a comida esfriar.

Enfim, comeu a segunda vasilhinha com o arroz. Alimentação saudável a partir de hoje pro idosinho cardíaco da casa.